Mensagem

Pausa para um cafezinho.
Sempre um artigo informativo ou uma mensagem para reflexão.
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- Lia Luft - O receio de decepcionar as outras pessoas pode tornar-se um empecilho em nossa vida. Este medo faz com que cobremos de nós mesmos uma perfeição impossível de ser alcançada. Porém, o que geralmente não pensamos é que, nossa primeira preocupação deveria ser em não decepcionar a nós mesmos. Quantas vezes acabamos não cumprindo os objetivos que nos havíamos imposto. Nesse caso, passamos por cima de nossos próprios sentimentos e deixamos de lado nossos sonhos, como se eles não tivessem importância.
Abrir mão de si e daquilo que deseja em função do marido, dos filhos, do namorado é uma postura bastante comum para muitas pessoas. Ao fazerem isso, desvalorizam-se e agem como se os sonhos e objetivos que cultivam valessem menos ou pudessem esperar para um dia, quem sabe, serem concretizados. Visto que o futuro é apenas uma hipótese e que somente o momento presente existe, devemos refletir seriamente sobre o hábito de protelar a conquista de nossos anseios mais profundos.
Muitas vezes a vida poderá não nos dar uma segunda chance. Essa não é, em absoluto, uma postura egoísta ou individualista diante da vida. Trata-se isso sim, de não nos anularmos em função seja de quem for, para que um dia não cobremos dos demais a não realização de nossos sonhos e nossa consequente frustração. Manter sempre presente em nossa mente quais as metas que desejamos alcançar ou o que necessitamos para sermos felizes, é uma forma eficaz de não abdicarmos de nossa vida para satisfação dos demais.
É importante encontrar o ponto de equilíbrio entre nossas necessidades e as daqueles com os quais convivemos, sem termos que sempre abrir mão ou fazer concessões quanto a nossas próprias escolhas. Não me lembro em que momento, percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos - para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência, isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar para pensar, nem pensar"! Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência.
Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada.
Eventualmente re-programada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso, apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer. |
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Alguns hospitais onde o Reiki é oficialmente utilizado como medida terapêutica
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